quarta-feira, 11 de março de 2009

Anvisa avalia regulamentação da publicidade infantil

A partir do próximo semestre, a publicidade brasileira poderá contar com um regulamento mais completo a respeito da propaganda de alimentos ricos em gordura trans, açúcar, sódio e outros componentes muito atrativos para a grande maioria dos consumidores e, sobretudo, para as crianças.

A informação partiu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de sua Unidade de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda e Publicidade. De acordo com o informado pelo órgão, deverá ocorrer uma audiência pública após a metade do ano, na qual deverá ser acertada a regulamentação, que será colocada em prática na sequência.

A Anvisa submeteu a norma à consulta pública por um período de 140 dias e recebeu mais de 250 sugestões, que já estão sendo analisadas por sua unidade de monitoramento. Após a audiência, as sugestões aprovadas serão encaminhadas à diretoria da Agência.

Dentre as principais sugestões de alteração das regras para a publicidade infantil, a Anvisa destaca as medidas de proibição de propaganda em escolas e em materiais escolares e o uso de tradicionais personagens infantis no universo publicitário. Também está em vigor a sugestão da obrigatoriedade de veiculação de frases de alerta e advertência dos riscos inerentes aos produtos comercializados.

O assunto vem ganhando bastante força nos últimos meses, quando algumas entidades (como o Conar e a Alana) começaram a cuidar, com maior vigor, da publicidade destinada às crianças, com o argumento de que a propaganda teria um grande papel na difusão de hábitos alimentares inadequados, o que, a longo prazo, contribuiria para a construção de uma sociedade obesa e com problemas de saúde.

Com informações da Agência Brasil.

Circulação de revistas semanais cresce 3% em 2008

A circulação de revistas semanais cresceu 3% em 2008, segundo levantamento feito pela reportagem de Meio & Mensagem, a partir dos dados aferidos pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC).

Entre os títulos de informação, a líder Veja se manteve estável, com queda de 0,8%, fechando o ano com média de 1.089.902 exemplares por edição.

A circulação da segunda colocada Época também ficou estável, com pequena alta de 0,6% e média de 420.447 por edição.

A IstoÉ cresceu 2,5%, atingindo média de 353.136, e a Carta Capital perdeu 4%, marcando 30.591 exemplares em média por edição.

As regionais de Veja encolheram 5,6% em São Paulo (média de 324.136) e 6,5% no Rio (média de 97.549).

Novata no segmento, a Revista da Semana estreou no ranking anual com circulação média de 40.577 exemplares por edição.

Liderado pela Caras, com média de 278.394, o mercado de celebridades também se manteve estável, com a queda de Quem (-4%) compensada pelo crescimento de Contigo (4,6% na comparação entre os onze primeiros meses de 2007 e 2008).

Mais uma vez, as salvadoras da pátria foram as mulheres compradoras em bancas dos títulos populares, que avançaram 11,6%, com destaque para a alta de 21% da líder Ana Maria, agora com média de 202.793 exemplares por edição.

Neste segmento, também cresceram Viva Mais (15%), Tititi (9,3), Minha Novela (16%), Malu (17,6%), Sou+Eu (7%), Guia da TV (5,5%), TV Novelas (29,8%) e Conta Mais (6,4%). Só caíram TV Brasil (-12,3%) e Sete Dias com Você (-20%).

terça-feira, 10 de março de 2009

Brasil é campeão de uso de sites de relacionamento, diz pesquisa

O Brasil é o país com o maior número de internautas usando sites de relacionamento, segundo pesquisa divulgada pela Nielsen na segunda-feira.

Hoje 80% dos brasileiros que navegam na internet estão ligados aos sites que a empresa de pesquisas chama de "comunidades de membros", que incluem blogs e redes de relacionamento como o Orkut e o Facebook.Os internautas brasileiros também são o que passam mais tempo neste tipo de site - quase um a cada quatro minutos de navegação na internet.

No ranking apresentado pela Nielsen, empresa que oferece serviços de mensuração e análise de dados de navegação na internet, o Brasil é seguido por Espanha (onde 75% dos internautas usam redes de relacionamento), Itália (73%) e Japão (70%).

O estudo revela ainda que as "comunidades de membros" são hoje mais populares do que o e-mail, com 66,8% de alcance global, e figuram no quarto lugar entre os recursos mais utilizados na internet.As ferramentas de busca ainda são a atividade mais procurada, sendo usadas por 85,9% dos internautas mundiais. A seguir estão os portais e comunidades de interesse geral, com 85,2% de penetração, e os sites de fabricantes de softwares, com 73,4%.

Segundo a Nielsen, o site Facebook é o líder das redes de relacionamento no mundo, com 108,3 milhões de usuários únicos - mais do que o dobro do que tinha em 2007.

O país que ele faz mais sucesso é a Grã-Bretanha, onde é usado por 47% dos internautas.

No Brasil, entretanto, apenas 2% dos internautas visitam o Facebook, enquanto o Orkut atinge 70% deles - a maior audiência doméstica conseguida por um site de relacionamento.

O estudo da Nielsen analisou dados de Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça, Austrália e Japão, além do Brasil.

Abap elege diretorias de todo o país em 29 de abril

A Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) elege em 29 de abril suas novas diretorias nacional e estaduais. As chapas concorrentes deverão ser registradas até 27 de março.

A expectativa da entidade é que não haja disputas, somente chapas únicas, como reza a tradição. "Houve uma única disputa em um único estado há alguns anos", registra o atual presidente nacional, Dalton Pastore.

Assim como ocorreu na última eleição, em 2007, Pastore, já deixou claro que pretende passar o bastão para Luiz Lara - com o que concordam os presidentes dos capítulos estaduais e os principais empresários e executivos das grandes agências. No cargo desde 2003, Pastore garante que dessa vez não se renderá a apelos para que permaneça na presidência.

"O Lara é absolutamente capaz e competente. Uma unanimidade em todos os pontos de vista: caráter, preparação e dedicação a Abap. Durante meus seis anos na presidência, o Lara foi o parceiro de todas as horas. Brilhante e leal ao setor, à profissão e às pessoas", elogia Pastore.

Se tudo correr como planejado, a chapa nacional encabeçada por Lara deverá tomar posse em maio, quando ocorrem dois importantes eventos: a primeira edição do Fórum Permanente da Indústria da Comunicação, no dia 27, e a festa de 60 anos da Abap, previamente agendada para o dia seguinte, para cerca de 700 convidados.

O 1º Fórum Permanente da Indústria da Comunicação vem sendo preparado pelo comitê executivo formado especificamente para este fim. Seus integrantes são Jairo Leal (Aner), Paulo Castro (IAB Brasil), Leyla Fernandes (Apro), José Victor Oliva (Ampro), Hiran Castello Branco (CNP) e Luis Carlos Dutra (ABA). A segunda reunião deste grupo está marcada para o dia 1º de abril.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Festival de Cannes prorroga inscrições

Os organizadores do Festival de Cannes prorrogaram as inscrições de todas as categorias para 27 de março. As regras e valores não sofreram alterações. Os formulários de inscrição para o evento, que ocorre entre 21 e 27 de junho na Riviera Francesa, podem ser preenchidos pelo site do evento.

A expectativa sobre o festival era de redução de inscrições no mundo. No Brasil, o objetivo do jornal O Estado de S. Paulo, representante do evento por aqui, era de ao menos igualar o número, ou até aumentar um pouco. Para ajudar nestes esforços, o jornal lançou uma campanha criada pela Artplan voltada para os anunciantes, para que eles incitem a agência a inscrever peças.

Outra ação é o concurso "Aposta Estadão", que elegerá uma peça entre as publicadas no jornal entre 1º de abril de 2008 e 31 de março de 2009. Uma comissão julgadora, ainda não divulgada, definirá a vencedora, que será inscrita em Cannes sem custos para a agência.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Lidando Com Todo Tipo de Cliente Parte final

Cliente Tipo 5: O Fantasma
Ora você os vê, ora não. Esses clientes adoram viajar. Por qualquer mínima razão, lá estão eles na estrada de novo. Quando você precisa de uma decisão, eles estão numa reunião há dois fusos horários.

Esses clientes te ligarão do aeroporto, mas não vão poder aprovar nada porque não estão com o material em mãos ou porque a companhia aérea acabou de fazer a chamada final para o embarque.

E quando eles entram em contato, normalmente é porque mudaram de idéia sobre alguma coisa que aprovaram no dia anterior e te ligam após o expediente, quando todo mundo da agência já foi embora.

Daí você começa a imaginar se essas pessoas existem de verdade.

Já que estão sempre em movimento, inúmeras decisões difíceis são atropeladas e tudo é feito praticamente no último minuto.

Fantasmas são sempre relutantes em delegar qualquer autoridade a um subordinado que fica no escritório.

Como administrar:
- Esqueça que você tem que fazer seu trabalho durante o expediente normal. Supere a esperteza deles agendando encontros em aeroportos e telefonando para eles de noite na hora em que estão em seus quartos de hotel.

Aprenda a fazer apresentações em terminais aéreos, enquanto os leva de carro para o aeroporto ou nos restaurantes, bem cedo ou à noite (alguma hora eles têm que comer).

- Se o Fantasma não permite que seus subordinados aprovem algo, busque formas de apresentar o trabalho para os superiores dele quando eles não estiverem. Cuidado para não ficar parecendo que você quer passar por cima dele. Convença o Fantasma que agir assim é
1) em nome de seu (dele) próprio interesse como gestor
2) necessário para manter os projetos dentro do prazo.

- No caso de um projeto extremamente importante, talvez você precise entrar num avião para ir atrás do seu cliente. Significa que você terá de pegar um vôo noturno e tomar café da manhã em Chicago. Depois, sair batido pra voltar antes do final do dia.

Mas... o que é um dia de 28 horas quando você vende um trabalho fenomenal?


Cliente Tipo 6: O Comprador
Esses clientes estão sempre buscando uma melhor alternativa, particularmente quando se trata da criação. Eles gostam de passar trabalhos para freelancers e outras agências “só para manter a minha agência na linha”. ( A Adweek uma vez descreveu esse tipo como “aquele novo garoto do bairro que arranca asas de moscas”.)

Raramente eles têm bom gosto e lhes falta paciência com qualquer coisa mais sutil.

Eles gostam de dizer aos seus superiores que sabem como um trabalho de publicidade pode ser realizado “de um jeito muito mais barato do que nossa tão falada agência cobra”.

Como administrar:
- Impossível. Uma vez na vida e outra na morte, educando com muita paciência e meticulosidade, você poderá modificar esse comportamento. Mas na maioria das vezes não há a menor chance porque tudo o que interessa para esse tipo de cliente é quanto custa. (Eles pertencem mesmo é ao departamento de compras.)

Reze para que a sua (dele) transferência esteja para acontecer. Use a influência da alta gerência da sua agência com a alta gerência da empresa dele para mantê-lo ocupado com trabalhos que tenham menos interesse para a agência. (vide Cliente Tipo 1: O Diretor de Criação Enrustido.)

- Um dos meus mentores uma vez me aconselhou a levar esse cara para um estacionamento-garagem e lhe dar um belo soco nos rins. (Naquele dia eu ri. Hoje não estou tão certo de que ele estava brincando.) Haverá ocasiões com esse cliente em que você terá de exercitar um extremo controle para não seguir esse conselho.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Justiça dá ganho de causa a trabalhador que usou e-mail para provar hora extra

A Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro deu ganho de causa a um funcionário da Nokia Siemens, no Rio, que usou e-mails para comprovar que fazia horas extras e que o trabalho em excesso lhe trouxe problemas pessoais e de saúde.

A empresa já entrou com recurso e o processo aguarda distribuição no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª região.

A decisão foi do juiz Gustavo Farah Corrêa, da 54ª Vara do Trabalho do Rio, e publicada em dezembro do ano passado. A Justiça concedeu todos os direitos trabalhistas referentes ao período de trabalho, indenização por danos morais para o empregado e punição para a empresa por tentativa de postergar o processo. A estimativa é de que o valor final chegue a R$ 500 mil.

As principais provas do processo, segundo a Justiça, foram e-mails trocados entre o empregado e seus supervisores.

Tim encerra Prêmio e Festival de Música

A operadora de telefonia Tim não promoverá mais seu Festival e seu Prêmio de Música, eventos culturais da área musical que faziam parte do calendário anual da corporação.

Em comunicado oficial enviado pela assessoria de imprensa da operadora, a Tim afirma que os recursos que até então eram destinados ao Prêmio Tim de Música serão aplicados em outras alternativas de comunicação da empresa, embora não esclareça os motivos do encerramentos do projeto. O concurso musical foi realizado durante seis anos, em parceria com o produtor José Maurício Machline. No próprio comunicado, a operadora agradece o profissionalismo e a dedicação do produtor nessa empreitada.

O Tim Festival, que desde o ano de 2003 reunia bandas nacionais e internacionais do cenário da música, também seguirá o mesmo caminho. A Tim confirmou que já está em fase de negociação com a Dueto para descontinuar o festival. Apesar disso, a corporação só fornecerá maiores detalhes a respeito do assunto assim que os acertos forem concluídos.

Além desses projetos musicais, a Tim também atua como mantenedora da Sala Ibirapuera, após um acordo firmado com a Prefeitura de São Paulo. A operadora não manifestou um parecer a respeito da continuidade ou não do patrocínio, embora o contrato existente com o auditório seja válido até o final de 2009.

Desde que o comando da operadora passou para as mãos do italiano Luca Luciani, no último mês de janeiro, algumas mudanças na estrutura da comunicação da empresa já foram realizadas. A direção da companhia realizou uma concorrência entre seis agências para escolher o novo destino da conta publicitária do anunciante. A McCann (que já dividia a conta da Tim com a Lew'Lara/TBWA) saiu vencedora, juntamente com a Neogama/BBH

quarta-feira, 4 de março de 2009

Apple anuncia nova linha de computadores com apelo 'verde'

Apple anunciou nesta terça-feira (3) uma nova geração de computadores iMac e Mac mini. Todas as novidades, segundo a empresa, foram desenvolvidas em comprometimento com o ambiente: elas seguem padrões de consumo baixo de energia e usam matéria-prima sem algumas substâncias nocivas. Além disso, a companhia anunciou o uso de material que pode ser facilmente reciclado nestas novidades, já disponíveis nos EUA. Em uma lista de eletrônicos verdes divulgada pela organização Greenpeace em novembro de 2008, a Apple aparece em uma classificação ruim: 4,3 pontos, quando o máximo (e melhor) é dez.

Na linha iMac, um modelo com 24 polegadas sai a partir de US$ 1,5 mil nos EUA, mesmo valor anteriormente cobrado pelo iMac de 20 polegadas. Por esse preço, o novo iMac também tem mais de memória RAM (4 GB expansíveis para 8 GB), processador Intel Core 2 Duo de 2.66 GHz, capacidade de armazenamento de 640 GB e placa gráfica Nvidia Geforce 9400M.

Com monitores do mesmo tamanho, os novos iMacs também podem custar US$ 1,8 mil (processador Intel Core 2 Duo de 2.93 GHz, memória RAM de 4 GB, disco rígido de 640 GB e placa Nvidia Geforce GT 120) e US$ 2,2 mil (Intel Core 2 Duo de 3.06 GHz, 4 GB de memória RAM, 1 terabyte de capacidade de armazenamento e placa Nvidia Geforce GT 130).

A Apple manterá no mercado o modelo com 20 polegadas, por US$ 1,2 mil. Ele tem processador Intel Core 2 Duo de 2.66 GHz, 2 GB de memória RAM, disco rígido de 320 GB e placa Nvidia Geforce 9400M.

Já o Mac Mini, diz a empresa, tem desempenho gráfico até cinco vezes melhor que seu antecessor. O modelo mais barato, de US$ 600, tem processador Intel Core 2 Duo de 2 GHz, memória RAM de 1 GB (expansível para 4 GB), disco rígido de 120 GB e placa Nvidia Geforce 9400M.

A versão de US$ 800 inclui o mesmo processador e placa, 2 GB de memória RAM e capacidade de armazenamento de 320 GB.Os valores do Mac Mini não incluem monitor, teclado e mouse.

Marketing Best Responsabilidade Social abre inscrições

Prêmio criado em 2002 visa reconhecer ações empresariais socialmente responsáveis

Estão abertas as inscrições para a 8ª edição do Marketing Best Responsabilidade Social. O prêmio foi criado em 2002 e visa reconhecer os exemplos de ações empresariais socialmente responsáveis. Podem concorrer as empresas, fundações, institutos e associações que tenham desenvolvido, entre os anos de 2007 e 2008, ações sociais tanto para o público interno como para as comunidades com as quais se relacionam.

As inscrições seguem até 30 de abril e poderão ser feitas no site www.marketingbest.com.br ou nos escritórios da Editora Referência (confira os telefones abaixo).

São Paulo - (11) 2065.0757 / 2065.0766
Rio de Janeiro - (21) 2263.6185 / 2263.5698
Demais localidades – (11) 2065.0779 / 2065-0766

Lidando Com Todo Tipo de Cliente Parte 2

Cliente Tipo 3: O Agente Duplo
Basicamente, o velho Sr./ Sra. Duas Caras. Esses clientes adoram tudo o que você apresenta na hora em você está presente. Mas a história muda quando ele vai ao andar de cima para obter o OK final.

Eles não querem “ferir os sentimentos da agência”. Esse tipo de cliente pode te iludir lindamente porque ele nunca irá contra uma proposta quando só vocês dois estão na sala. Ele tem ojeriza a dar qualquer má notícia pessoalmente.

Daí você sai da reunião pensando que tudo foi aprovado e na manhã seguinte recebe uma mensagem dizendo que “alguns ajustes precisarão ser feitos”.

Como administrar:
Você simplesmente não pode depender desse interface no cliente para avaliar a sua recomendação. Portanto, tente arranjar uma forma de apresentar o trabalho diretamente à autoridade final. Preferencialmente, convença o “agente duplo” a apresentá-lo junto com você.

Porém, esteja preparado para receber sozinho as pedradas se a apresentação for mal. Se esse cliente for redondamente criticado tanto quanto a sua recomendação, ele (ou ela) vai ficar muito relutante em fazer apresentações em parceria de novo. Por outro lado, se a reunião for bem, certifique-se de que ele receba os aplausos. É importante que ele acredite que essa é uma prática que vale a pena repetir. Quanto melhor o seu cliente for percebido, melhor a agência o será.

- Se esse seu contato no cliente empareda você não te permitindo ir ao “andar de cima”, você está lidando com uma pessoa que vê o papel de porteiro como vital para a segurança de seu trabalho. É uma situação difícil para o gestor de conta. Tente levar um chefe de vez em quando (aquele cara importante da agência), pois assim vai forçar a inclusão na reunião dos superiores de seu cliente. Você também pode tentar oportunidades de estar sozinho com os superiores dele (devido a uma viagem, doença ou férias desse seu interface no cliente).

Mas isso é uma tática muito arriscada.


Cliente Tipo 4: O Contador de Migalhas
Existe uma tênue linha divisória aqui. Um bom gestor controla o budget de publicidade incansavelmente, monitorando apropriadamente as estimativas e faturas da agência. Mas existe um certo tipo de cliente que se sente imbuído da obrigação de questionar cada item de uma fatura, até mesmo o número de fotocópias e por que a entrega foi feita de táxi em vez de via mensageiro.

É triste o fato de que, fundamentalmente, esse indivíduo não confia na agência e tem certeza de que se cavucar suficientemente vai encontrar algo errado. Os gestores de conta e os departamentos de mídia e produção irão despender uma parcela enorme de seu tempo justificando cada custo, erodindo assim a lucratividade dessa conta.

Ironicamente, é justamente esse tipo de cliente que demora a pagar a agência.

Como administrar:

- Documente tudo de acordo com o andamento do job. Não deixe nada só na memória. Se algo mudar durante um projeto – por exemplo, serão necessárias três fotos em vez de duas, conforme planejado originalmente – apresente uma estimativa revisada. E convença esse tipo de cliente a assinar a nova estimativa. (“Espere aí”, você protesta. “Então você está me dizendo que esse cliente tão meticuloso não vai assinar uma simples estimativa?” Sim, de fato é isso o que digo. Será precisamente ela que esse contador de migalhas convenientemente esconderá por debaixo de uma mesa atolada de coisas.)

- Aprenda a antecipar-se aos questionamentos e prepare uma resposta capaz de desativar uma bomba. Identifique as áreas que podem ser alvo de questionamentos e explique todos os detalhes a respeito. Nunca envie simplesmente uma fatura e espere que tudo dê certo.

terça-feira, 3 de março de 2009

Lidando Com Todo Tipo de Cliente Part 1

Cliente Tipo 1: O Diretor de Criação Enrustido
Esse é o tipo de cliente que quer uma agência para apenas refinar e dar um upgrade em seus “maravilhosos” conceitos. Ogilvy disse certa vez, “Para que ter um cachorro e você mesmo latir?” Pois esse cliente quer latir. O gigante da criação McElligott chama-os de “controladores”. Diz ele: “Eles têm que escrever o anúncio e estar envolvidos a tal ponto que simplesmente destroem qualquer motivação de uma agência criativa.

Como administrar:
- Descubra formas de manter esse cliente ocupado com projetos criativos dentro de sua própria empresa. Deixe que ele dê vazão à sua criatividade em reuniões, jornais internos, trade shows e outras áreas importantes fora da esfera de interesse da agência.

- Ao apresentar alguma recomendação, faça uma referência a algum input recebido previamente do cliente, principalmente na frente de seus (dele) superiores. Os melhores gestores de contas sabem fazer com que uma recomendação soe como um esforço conjunto. E daí se o cliente recebe algum crédito que ele não merece? O importante é a aprovação que leva à produção de um bom trabalho.

- Tenha uma boa resposta pronta caso o cliente se irrite: “Isso não é o que eu queria! Vocês não me ouviram?” Responda com algo do tipo: “Claro que eu ouvi (nós ouvimos). Deixe-me explicar como o seu input nos ajudou a chegar a essa recomendação.”

Cliente Tipo 2: O Numeromaníaco
Esses clientes vivem e morrem em função dos chamados “dados concretos”. E enxergam as folhas impressas em computador como afrodisíaco. Usam totalmente e cegamente o lado esquerdo do cérebro.

Se algo vai mal, esse povo procura como um escravo a resposta nos números. Eles sempre têm uma calculadora de bolso ou um PDA (tipo um Palm) último modelo.

Eles se hiperoxigenam com a possibilidade de um projeto complexo de pesquisa e, se houver oportunidade, vão pretestar os títulos dos anúncios sílaba por sílaba.

Como administrar:
- Para trabalhar com esse cliente você tem que mostrar que sabe quase tanto quanto ele sobre o assunto. Passe noites acordado tornando-se um superconhecedor de metodologias e tendências em pesquisa.

- Para dar credibilidade às suas recomendações, inclua dados de psicólogos comportamentais e outros cientistas sociais.

- Procure exemplos de peças desenvolvidas anteriormente com outros approaches criativos para apresentar junto com a sua recomendação.

- Delicadamente, lembre a esse cliente que pesquisa não é totalmente à prova de erros.


Advertising Age

segunda-feira, 2 de março de 2009

Digital será onipresente em Cannes 2009

Campanhas interativas ganharão Leões em nove das onze áreas do festival


As possibilidades de inscrições de campanhas digitais e interativas no Festival de Cannes têm se multiplicado nos últimos anos. Na edição de 2009, que acontecerá entre 21 e 27 de junho, elas podem concorrer em 9 das 11 áreas do evento - as únicas exceções são, obviamente, Press e Radio.

Além do seu berço, Cyber Lions, e do Direct Lions, onde o suporte ganha peso a cada ano, as peças interativas serão vistas em Promo, Media e na novata PR Lions, nas quais há troféus para as melhores utilizações dos meios digitais; em Design, que tem uma categoria específica para sites, animações, CD-ROMs e quiosques interativos; e em Outdoor, em que há espaço para as projeções digitais - de onde, inclusive, saiu o Grand Prix do ano passado, para o case "Voyeur".

No Titanium and Integrated Lions, embora não existam categorias pré-definidas, a maioria dos cases premiados tem o digital como ponto de partida ou de ressonância.

Entretanto, a área em que a mídia digital tem causado mais polêmica é a de Film, que deu origem ao Festival, há 56 anos. A inclusão, no ano passado, de uma divisão dedicada a trabalhos feitos para veiculação em telas que não sejam de TV ou cinema - como as de computador, celular e mídia eletrônica exterior - gerou informações desencontradas, um caminhão de dúvidas e a inédita divisão do Grand Prix, com um troféu para um comercial "tradicional" ("Gorilla") e outro para um trabalho da seara das "novas mídias" ("Halo3").

No regulamento de 2009, a organização deixa claro que os concorrentes nas categorias destinadas a "outras telas" não podem se repetir nas de produtos e serviços, que passam a ser exclusivas para peças veiculadas em televisão ou cinema - mesmo que o comercial produzido para a web, por exemplo, tenha passado posteriormente também na TV. Neste caso hipotético, a agência terá de escolher entre uma e outra. Já os que estrearam na TV ou no cinema não podem concorrer em "outras telas", mesmo que tenham sido transmitidos por elas posteriormente.